Registre sua Marca agora!


É muito rápido e fácil, não deixe sua marca sem dono.

Pesquisa de Marca

Na Justiça, uma batalha pelo nome Cielo.

 

15/10/2014 - O Estado de S.Paulo

 

Justiça decretou, em primeira instância, a nulidade da marca Cielo, obrigando a credenciadora de cartões a abandonar o uso do nome num prazo de 180 dias após o fim da disputa judicial com o nadador Cesar Cielo. O entendimento foi de que o sobrenome da família do atleta foi apropriado de forma indevida pela empresa. Procurada, a Cielo disse que vai recorrer. Antes de usar a marca Cielo, a companhia usava o nome Visanet. A mudança de marca ocorreu em 2009 e o nadador Cesar Cielo foi escolhido garoto-propaganda da nova marca. Apósa rescisão do contrato, o nadador processou a empresa, alegando que ela se apropriou indevidamente de seu sobrenome para lançar uma nova marca.

 

Para a juíza da 13ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Márcia Maria Nunes de Barros, a Cielo “tinha total conhecimento da notoriedade do nome do autor” e que o fato de o atleta ter conhecimento do uso da marca idêntica ao seu nome ou mesmo de ter celebrado contrato de imagem com a empresa não implica em uma autorização implícita. No processo, a empresa argumenta que Cielo é uma palavra que está no dicionário espanhol e italiano. A nova marca foi criada para lançar uma nova fase dos negócios,segundo a companhia, e a ideia era fazer uma associação com “o céu é o limite”. A contratação do nadador, explicou a Cielo, ocorreu exatamente pela coincidência do sobrenome com a nova marca. A sentença, no entanto, diz que a credenciadora “deve arcar com os ônus de sua imprudente escolha”, diz a decisão.

 

Reação. A decisão fez com que as ações da Cielo fechassem em baixa de 6,32%. Pesou sobre o papel também um rumor de que o Banco Central pode reduzir o prazo de compensação financeira para os lojistas nas compras com cartões. Hoje empresas como a Cielo efetuam o pagamento em 30 dias. O boato teria se originado em um evento da XP Investimentos em São Paulo com investidores institucionais, no qual um representante da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito) teria citado a possibilidade, disseram fontes. A assessoria de imprensa Abecs disse que “não tem informação da participação da Abecs no evento”.